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História da Moda - início do Séc. XX

Logo no início do século XX, aconteceu em Paris a Exposition Universelle de 1900, evidenciando o entusiasmo pelo progresso e a euforia das classes dominantes que se sucediam em exposições internacionais. As novas técnicas e os recursos da indústria possibilitavam novas exibições de elegância e luxo.

Em 1906, Poiret inovou afrouxando a silhueta formal da mulher, o espartilho, que dava a famosa forma de "S", liberando muito mais o corpo feminino. Contudo, o espartilho foi abolido em 1910 pelas autoridades de saúde, tendo sido substituído por cintas elásticas. O estilo de roupas retas e simples de Poiret se constitui numa influência decisiva para a moda no século XX, que será marcada por uma tendência generalizada à simplificação.

No século XX, a moda deixa de ser encarada como uma atividade frívola. A moda se democratiza e se torna ao alcance de todos, por causa da industrialização de roupas em grande escala, e, principalmente, devido à difusão feita pelos meios de comunicação em massa.

Com a Primeira Guerra Mundial, as sufragistas, as epidemias, o desastre do Titanic e a popularização do cinema mudo, o mundo se transformou, gerando reflexos na moda. Sobretudo as influências da Grande Guerra convencem que a moda está diretamente ligada às modificações que atingem a sociedade em seus vários aspectos, pois a vida social ficou limitada, os espetáculos praticamente desapareceram, as mulheres de classe alta foram convocadas para ajudar em enfermarias, orfanatos e outros setores, e, as de classe mais baixa foram exercer ofícios masculinos em fábricas.

As mudanças na vida social, de certa forma tornaram mais aceitáveis as simplificações antes propostas por Paul Poiret. Nessa época surgiu o soutien, criado por Mary Phelps. A influência oriental veio à tona pelas mãos de Paul Poiret, que inseriu modelos exóticos, mas simples e coloridos. Mais tarde, ele se aliou aos fabricantes de sapatos Perugia para criar modelos com jóias.

Os Anos Loucos - Capítulo 6: Recém-Chegados

"Essa Paris me abalou dos pés a cabeça"

Escreveu Joan Miró para casa, acrescentando: "no bom sentido." Ele estava abalado, surpreendido pelo novo e bombardeado por sensações, mas incapaz a princípio de traduzir a experiência na tela. O tímido e introvertido catalão andava pelas ruas da grande cidade olhando tudo, e em silêncio.

Tanto Miró quanto Picasso eram de Barcelona, mas o caráter e o talento opunham-nos como catalães. Picasso pode ter dado as costas a velhos amigos dos anos cubistas, no entanto foi extremamente expansivo ao receber o recém-chegado Miró, assumindo o papel de irmão mais velho e mentor do seu colega espanhol: instalou-o num quarto de hotel na rue Notre-Dame-des-Victoires, onde moravam muitos de seus compatriotas. Picasso lembrava-se da sua sofrida transição para a efervescente capital das artes e da necessidade que ele havia sentido de conviver com espanhóis. Para facilitar o lançamento de Miró no mundo artístico parisiense, Picasso apresentou-o a seu marchand, Paul Rosenberg. E também comprou duas pinturas de Miró, um modo ainda mais eficaz de expressar interesse autêntico pelo talento do artista mais novo.

Nos primeiros meses, Miró perambulou pela cidade estranha como alguém deslocado, oprimido por uma turbulência de impressões e imagens. Ao voltar para seu desolado quarto de hotel por trás da Bolsa, era incapaz de pegar num pincel ou de fazer um esboço.

"Toda a doçura que há aqui penetra-me até a medula"

Surrealismo

O Surrealismo é um movimento cultural que começou no início dos anos de 1920, sendo o mais conhecido pelas obras de arte visuais e escritos dos membros do grupo.

Obras surrealistas apresentam o elemento surpresa, justaposições inesperadas e non sequitur, no entanto, muitos artistas e escritores surrealistas em seus trabalhos expõe o movimento filosófico em primeiro lugar, com os trabalhos sendo um artefato.


O Surrealismo foi desenvolvido à partir da atividade do movimento dadaísta da I Guerra Mundial e o mais importante centro do movimento foi Paris. À partir da década de 1920, o movimento se difundiu em todo o mundo, acabou afetando as artes visuais, literatura, cinema, música e muitos países e línguas, bem como o pensamento e prática política, filosofica e teoria social.

O líder André Breton era explícito em sua afirmação de que:

"O Surrealismo era acima de tudo,
um movimento revolucionário."