A França sempre esteve envolvida em muitas batalhas e guerras durante toda sua história e não seria diferente na I Guerra Mundial. Nessa época a França alimentava um forte sentimento de revanchismo em relação à Alemanha, devido a humilhante derrota sofrida na Guerra Franco-Prussiana (1870 – 1871), e desejava recuperar a região da Alsácia-Lorena, perdida para os alemães naquele conflito. Devido a isso, depois de unificar a Alemanha em torno do Reino da Prússia, dando origem ao II Reich (Império Alemão, 1871-1918), o chanceler Bismarck procurou tecer uma Política de Alianças com as demais potências européias, a fim de manter a França isolada e neutralizar o revanchismo francês. Essa política teve sucesso, mas foi abandonada após 1890, quando Bismarck se afastou da vida política. O novo imperador, Guilherme II, adotou uma política militarista cujo resultado foi a formação de dois blocos opostos:
Tríplice Aliança: Alemanha, Áustria-Hungria e Itália. Esta uniu-se à Alemanha em represália à França, que frustrara a pretensão italiana de conquistar a Tunísia.
Tríplice Entente: Inglaterra (ou melhor, Grã-Bretanha), França e Rússia. Esse nome vem de Entente Cordiale (“Entendimento Cordial”) – forma como o governo francês definiu sua aproximação com a Inglaterra, de quem a França era adversária tradicional.
O período anterior a Grande Guerra ficou conhecido pelo nome de Paz Armada, pois as grandes potências, convencidas de que o conflito era inevitável e até mesmo desejando-o, aceleraram seus preparativos bélicos. Por duas vezes, em 1905 e 1911, a Alemanha provocou a França a respeito do Marrocos, mas as crises foram contornadas.
