Os Anos Loucos - Capítulo 3: Notícias de Paris

Durante as brincadeiras de Vita Sackville-West com Violet Trefusis, o marido de Vita, o diplomata Harold Nicolson, estava servindo na conferência de paz de 1920 em Versalhes. O fim da Guerra para Acabar com Todas as Guerras havia levado os Quatro Grandes ao Hôtel Crillon, com sua vista para o trânsito dos automóveis e carruagens de aluguel restauradas em torno do obelisco da place de la Concorde, para contendas sobre questionáveis promessas e tratados secretos, enquanto a Europa ia sendo recortada em um novo mapa. Sob os elegantes candelabros do Crillon, presidentes e primeiros-ministros desmantelaram dois impérios, depuseram quatro reis e constituíram três novas repúblicas. Os representantes da imprensa reuniam-se sob as arcadas no lado norte da praça: Paris se transformara no foco do noticiário internacional.

A censura terminou com o armistício. Os jornais franceses ampliaram suas edições diárias para além da página única imposta como medida de guerra para economizar papel. Já podiam alardear outra vez suas tendências políticas, com editoriais sobre reparações alemães e a anexação do Saar. Agências de notícias e jornais estrangeiros abriam sucursais o mais perto possível do Champs Elysées ou l'Opéra. Entre os que já estavam 'lá' e queriam permanecer na cidade favorita do pós-guerra, houve uma corrida frenética por nomeações para a American Relief Administration de Hoover, mas legiões de jovens esperançosos tiveram de se engalfinhar para arrumar um bico de jornalista na cobertura da conferência de paz.

Alguns focas transferiram-se da publicação Stars and Stripes, do exército americano, para as sucursais parisienses da Reuters, da United Press e da Associated Press. John Dos Passos e Vincent Sheean tomaram-se correspondentes estrangeiros nômades, com Paris como escala frequente ou cômodo quartel-general. Foi da sucursal do Philadelphia Ledger em Paris que Dorothy Thompson cobriu a conferência de paz. O capitão Walter Lippmann, que servira como oficial de propaganda com o general Pershing, tornou-se assessor de imprensa do presidente Wilson, com a esperança de elucidar para os leitores anglo-americanos seus Quatorze Pontos.


Jean Cocteau

Jean Maurice Eugène Clément Cocteau (5 de julho de 1889 - 11 de Outubro de 1963) foi um poeta, romancista, dramaturgo, criador, artista e cineasta francês. Junto com outros surrealistas de sua geração, Cocteau agarrado com a "álgebra" de códigos verbais antigos e novos, mise en idioma scène e tecnologias do modernismo cria um paradoxo: uma clássica avant-garde.


Seu círculo de associados, amigos e amantes incluiu Pablo Picasso, Jean Hugo, Jean Marais, Henri Bernstein, Édith Piaf, que esteve no elenco de uma de suas execuções, um ato intitulado Le Bel Indiferente em 1940, e Raymond Radiguet. Seu trabalho foi além do mundo teatral dos Grands Theatres. Sua versatilidade, a abordagem não convencional e de enorme saída trouxe fama internacional.

"Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez."
(Jean Cocteau)

Tristan Tzara

Tristan Tzara, pseudônimo de Sami Rosenstock, (Moineşti, 16 de abril de 1896 — Paris, 24 de dezembro de 1963) foi um poeta romeno que passou a viver na França, tornando-se cidadão francês em 1947 .

Seu pseudônimo significaria numa tradução livre "triste terra", tendo sido escolhido para protestar o tratamento dos judeus na Romênia. Poeta e ensaísta, participou na fundação do movimento dadaísta em Zurique, em 1916.

No ano seguinte, após a partida de Hugo Ball, Tzara assumiu o controle do movimento em Zurique. Proclamou a sua vontade de destruir a sociedade, os seus valores e a linguagem em obras como "Coração de gás" (1921), "A anticabeça" (1923) e "O homem aproximativo" (1931).

Após o declínio do movimento dadá, Tzara envolveu-se no surrealismo, juntou-se ao Partido Comunista e à Resistência Francesa. Tudo isto fez com que em obras como "A fuga" (1947), "O fruto permitido" (1956), "A Rosa e o Cão" (1958), esteja patente uma consciência lírica, na qual traduziu as suas preocupações sociais e testemunhou a sua ânsia de defender o homem contra todas as formas de servidão.

Morreu em Paris e foi enterrado lá no cemitério de Montparnasse.

Moda Feminina dos Anos 20


As mulheres se encontravam livres dos espartilhos, e da silhueta em “S” que fez parte de suas vidas até o final do século 19. A indumentária da década de 20 trazia uma silhueta tubular. A cintura do vestido ou o cós da saia ficava logo acima dos quadris, onde o corpo da mulher ainda é largo, escondendo a cintura verdadeira, e o busto não era salientado, pelo contrário, era escondido.